Witzel quer que turismo seja “novo petróleo” do Rio

Publicado: sábado , 10 de novembro 2018 10:03

Crédito da foto: Comunicação Wilson Witzel

A meta é atrair 12 milhões de turistas, o dobro de estrangeiros que vieram ao Brasil em 2017

 

O governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), disse nesta sexta-feira (9), que quer transformar o turismo no “novo petróleo” do Estado, e que a TurisRio, a empresa pública do setor, seja uma “nova Petrobras”. Ele estabeleceu como meta que o número anual de visitantes chegue a R$ 12 milhões – dez vezes maior do que o volume atual de estrangeiros no Rio e quase o dobro dos turistas que chegam ao Brasil inteiro.

“O turismo do Rio é o nosso novo petróleo. É um PIB que cresce 4,5%, 55 no mundo. O desafio que temos é gigantesco. O Rio tem potencial de receber um milhão de turistas por mês. Podemos ter ao longo do ano 12 milhões, o que ainda ficaria muito aquém de cidades como Nova York e Paris, com mais de 20 milhões”, disse Witzel, ao anunciar, em entrevista no auditório da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio), seu secretário de Turismo: o deputado federal Otávio Guedes (PSDB), que não se reelegeu em outubro.

“O Rio não é só Copacabana e carnaval. Muitas cidades têm locais extremamente interessantes. A TurisRio deve ser a nova Petrobras. Vai captar recursos através do mercado de ações, de títulos que possam ser lançados para fomentar a atividade de turismo”, afirmou, referindo-se à centralidade da exploração do petróleo para a economia fluminense.

Em 2017, o País recebeu 6,5 milhões de estrangeiros, sendo o Rio o segundo Estado mais procurado, atrás de São Paulo (com 2,1 milhões). O novo governo quer fomentar não só o turismo internacional, mas também o nacional e o que se dá dentro do Estado. Witzel estuda dar incentivos fiscais para companhias aéreas aumentarem seus voos para o Rio.

O novo governo será norteado por “boas práticas da gestão empresarial”, com uma área de compliance (que garanta que todas as ações estejam dentro das leis) e a cobrança de metas das secretarias, que serão enxugadas, segundo seu coordenador de transição, o empresário José Luiz Cardoso Zamith.

“A ideia é de implementar na gestão pública boas práticas do mercado privado, da gestão empresarial: uniformizar indicadores de performance e governança e gerar cobrança em todas as pastas com base naquilo que o governador espera e naquilo com que se comprometeu com a população”, apresentou Zamith.

Gutemberg de Paula, árbitro de futebol que trabalhou na comunicação digital da campanha, assumirá a secretaria de governo. De acordo com Witzel, de Paula tem relação de proximidade com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL); a presidência do Procon será assumida pelo advogado Cássio Coelho.

O governador eleito não divulgou ainda os nomes mais aguardados: o do secretário de Fazenda e Planejamento e os dois responsáveis pela área da segurança pública – um da Polícia Civil e outro da Polícia Militar (ele quer extinguir a estrutura da Secretaria de Segurança). O procurador-geral do Estado deve ser divulgado na semana que vem. Witzel afirmou que irá requerer o ressarcimento do erário por prejuízos da corrupção. Sobre o Ministério Público, sinalizou simpatia pela permanência do procurador-geral de Justiça Eduardo Gussem, e disse que irá aceitar a lista ou o nome único que lhe for encaminhado.

Fonte: Estadão

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