Witzel (PSC/RJ) diz que não vai se calar e que opositores escolheram o lado do terrorismo, ao comentar denúncia no STF

Publicado: quinta-feira , 08 de agosto 2019 18:00

(Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo)

RIO – O governador Wilson Witzel criticou, nesta quinta-feira, a denúcnia por conduta ilegal de que é alvo no Supremo Tribunal Federal, durante seu discurso no Quartel General da Polícia Militar. Para o PSOL, que é autor da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADIN), de junho, o governador estimulou a violência policial por meio de ações e declarações, elevando o número de mortes em operações policias. Witzel afirmou que nenhum partido colocará mordaça na sua boca e quem estiver contra ele nas medidas de combate ao crime é porque escolheu o “lado do terrorismo”

– Aviso que não vão me calar, não me intimidarão. Para combater o crime, é preciso responder na mesma intensidade, belicamente. Isso não é incentivar a violência, é tentar cessá-la. Aqueles que querem mudar a versão dos fatos e tumultuar a democracia, escolheram um lado. Um lado oposto ao meu, escolheram o lado do terrorismo. Partido que ingressa no STF para mudar a realidade e acusar o governador de incitar a violência fecha os olhos para o que está ao nosso redor. E só nos deixa a dúvida de que possivelmente o terrorismo conseguiu um braço na política – disse Witzel, que não citou o PSOL nominalmente, mas deixou clara a referência, e depois ainda fez comparações com o caso italiano. – A máfia italiana se misturou na política. Podemos estar padecendo do mesmo mal.

O governador, que entregou uniforme e veículos à Polícia Ambiental, também homenageou o sargento da PM Carlos Otávio Correa dos Santos, assassinado nesta quarta na BR-101 . Ele chegou ao evento com olhos marejados, deu fortes abraços nos policiais presentes, e usou óculos escuros durante o discurso.

Pedido de respeito

O governador, que recentemente declarou que mandaria prender usuários de maconha nas praias, viu uma manifestação de “maconhaço” ser marcada em frente à UFF, onde ele fará seu exame de qualificação de doutorado na próxima quinta. Diferente das últimas vezes, Witzel não usou de discurso ameaçador, pediu respeito ao seu momento, mas afirmou que não aceitará baderna.

– Eu não tenho que fazer nada, quem tem é a polícia. Existe previsão legal que determina condução de quem consumir substância entorpecentes. Peço aos meus colegas que respeitem meu direito de defender a tese. Se quiserem dialogar estarei sempre à disposição. Mas não podemos permitir a baderna , como chegar na UFF e eu ser atendido por ovo, tomate e fezes como estão dizendo nas redes. Peço por favor que não façam isso.

O governador afirmou que pretende ampliar a rede de atendimento a usuários de drogas , e que, por não ser do Legislativo, não pode legislar sobre possível descriminalização, do qual ele é contra, reforçou.

Em relação à decisão da AGU de entrar na justiça contra o decreto que criou o cargo de general honorífico na PM e nos bombeiros, Witzel respondeu que já prepara a defesa e que a sua decisão foi técnica, para melhorar o preparo da tropa, e não simplesmente por condecoração.

– Precisamos de oficiais preparados para ficar à frente da tropa porque estamos enfrentando crime organizado. Não é só para condecorar. Posto acompanha série de requisitos que permite ao oficial ficar mais tempo no último posto. Hoje esse tempo é só de quatro anos – explicou o governador, que discordou do argumento da AGU de que uma medida assim seria prerrogativa da presidência. – Somos uma federação. O que está previsto na constituição é a União legislar em normas gerais, quando for organização interna do estado é prerrogativa do governador, inclusive por decreto.

Já a decisão do TCE, obrigando o término das obras da estação de metrô da Gávea , foi elogiada por Witzel. Ele apenas sublinhou que a medida pode não ser exequível por falta de recursos da concessionária.

– A decisão é muito boa. Obriga a empresa a concluir a obra sem dinheiro do estado. Vamos cumprir nossa parte, mas tenho dúvidas se essa empresa, que está com recuperação judicial, vai ter condição de botar R$ 900 milhões para obra. Vamos conversar também sobre outras vias alternativas, o que não pode é o buraco ficar aberto – concluiu o governador, que prometeu concluir a linha 4 e a linha 3.

Um dos presentes à cerimônia era o deputado estadual Coronel Salema, do PSL, mas que estaria negociando sua mudança ao PSC, partido do governador O vereador Marcelo Siciliano (PHS) também estava no evento.

Fonte: O Globo

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