Vice-governador do Pará fala de dívida do Brasil com a Amazônia

Publicado: quinta-feira , 06 de julho 2017 19:00

Foto: Fernando Chaves

Na audiência pública para discutir as altas taxas cobradas pelo Banco da Amazônia (Basa) para liberação de crédito aos produtores da região, o vice-governador do Pará, Zequinha Marinho, do PSC, defendeu que um banco de fomento, que aplica dinheiro público do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte), não pode assumir tarifas tão altas, sob pena de perder sua característica exclusiva, que é de combater as desigualdades regionais.

 

Foto: Fernando Chaves

“O Brasil ainda deve demais ao almoxarifado chamado Amazônia, região Norte. Quando o país precisa de qualquer coisa, pega lá conosco e não nos devolve. O FNO, o Banco da Amazônia são ferramentas de desenvolvimento regional e  precisam ser desenvolvidas de forma diferenciada”, alertou Marinho.

 

A Diretoria de Infraestrutura de Negócio do Banco da Amazônia, representada pelo diretor Valdecir José de Souza Tose, alega que as taxas praticadas pela instituição são baixas, assim como sua rentabilidade, visto que operam com risco maior, por trabalhar com crédito de longo prazo. No entanto, são cobrados pelo Ministério da Fazenda por pagamento acima da Selic (taxa básica de juros).

 

“ É preciso saber o que querem do Banco da Amazônia: É desenvolvimento regional sustentável alicerçado? Ou um banco comercial, que trabalhar com bases comerciais, no curto prazo, com níveis de garantias elevado?”, questionou o diretor da instituição, que é uma sociedade de capital aberto e o Governo Federal detém maioria das ações.

 

Autora do requerimento para realização da audiência na Comissão de Integração Nacional e da Amazônia, a deputada Júlia Marinho (PSC/PA) falou da importância do debate para os estados do Norte e disse estar confiante de que a reunião desta quinta (6) vai abrir portas para os produtores.

 

“Onde a gente chega, somos convocados a participar de reuniões para os produtores falarem da necessidade do acesso aos créditos bancários. O Brasil foi abalado pela crise e o agronegócio quem veio em socorro dar sustentação e equilíbrio à economia. O estado do Pará está despontando na agricultura, na produção de soja, na pecuária. Esse assunto veio à tona porque precisamos apoiar os nossos produtores”, defendeu Júlia Marinho.

 

A audiência teve, ainda, a participação da secretária de Fundos Regionais e Incentivos Fiscais do Ministério da Integração Nacional, Cilene de Jesus Jardim Dórea; do diretor do Departamento de Crédito e Estudos Econômicos da Secretaria de Política Agrícola do Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo; e do vice-presidente diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre, Assuero Doca Veronez.

 

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