Um futuro de jovens sem identidade e sem personalidade

Publicado: quarta-feira , 08 de junho 2016 11:28

A nossa Constituição Federal, no caput do artigo 226, diz que “a família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado” e, para efeito de proteção do Estado, a entidade familiar é reconhecida como a união estável entre o homem e a mulher. Adicione a ideologia de gênero a esse contexto – aquela que afirma que ninguém nasce homem ou mulher, mas vai descobrindo sua identidade ao longo da vida – e elimine completamente as diferenças entre homens e mulheres, sendo impossível identificar no seio da sociedade as pessoas do sexo feminino ou masculino. Releia o artigo 226 da Constituição e perceba que ele perde sua lógica.

É isto que o governo do PT vinha tentando fazer ao longo desses anos: esvaziar a legislação brasileira e implantar suas próprias ideologias, à força, na cabeça das nossas crianças. Em 2014, durante a tramitação no Congresso Nacional do PNE (Plano Nacional de Educação), que dita as diretrizes e metas da educação para os próximos dez anos, a questão de gênero foi retirada do texto, com apoio de professores, pais e alunos. No entanto, o governo da presidente afastada, por meio do Ministério da Educação, não se deu por satisfeito e, de forma sorrateira, tem patrocinado a aplicação da ideologia de gênero nas escolas.

Enviamos os nossos filhos de 6 a 10 anos à escola, na esperança de que eles possam aprender a ler, escrever, interpretar textos, conhecer a história do seu país, fenômenos da natureza, desenvolver suas habilidades artísticas, desportivas, de raciocínio, mas logo descobrimos que eles estão aprendendo sobre novos arranjos familiares, sobre bigamia, poligamia, bissexualismo e sabe-se lá quantos outros “ismos”, aprendendo a observar seus corpos e os dos colegas, não anatomicamente, mas no que diz respeito à sexualidade. Isso está sendo ensinado para os nossos filhos de 10 anos, de 7 anos… de 6 anos!

Em um governo que utilizava o slogan “Brasil, Pátria Educadora” e se aproveitava do ambiente escolar para desconstruir a noção de família, amparada pela nossa Lei Maior e aceita amplamente pela grande maioria da população, não é de se admirar que chegamos ao cúmulo de termos universitários que não dominam a matemática básica, que 75% das pessoas com mais de 15 anos não sabem ler e nem escrever direito e apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente o que outras pessoas falam ou escrevem.

Há pelo menos 52 ocorrências de ideologia de gênero na proposta curricular do MEC, disponível para consulta no http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio, muitas vezes disfarçadas com as palavras identidade e diversidade, sem um contexto específico, contrariando o que foi aprovado em 2014.

Agora vem a pergunta que não quer calar: Por que a esquerda quer destruir a família tradicional? Por que querem colocar na cabeça das nossas crianças que não existem diferenças entre homens e mulheres? Por que o bebê que nasceu menino não pode ser considerado menino por toda a sua vida? Eu vou lhes dizer o porquê: Porque pessoas desestruturadas, cheias de conflitos e conturbadas são facilmente manipuláveis. O que querem para nós é um futuro de jovens sem identidade e sem personalidade, soldados a favor de uma ideologia que é contra a família tradicional, a favor do aborto, da liberação das drogas.

Enquanto existir o PSC, esse caos não se instalará em nossa sociedade. Estaremos sempre alertas, combativos, dispostos a enfrentar qualquer governo que tente rebaixar os valores éticos e morais do povo brasileiro.

Denise Assumpção, presidente nacional do PSC Mulher

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