PSC nacional debate reforma da Previdência em Manaus

Publicado: sexta-feira , 26 de abril 2019 23:48

Em que pese o clamor, as críticas e a pressão popular em torno da reforma da Previdência, que tramita no Congresso Nacional, o sistema de aposentadorias do Brasil precisa ser revisto, para que o país possa equilibrar suas finanças públicas.

Foi com essa reflexão que o ex-superintendente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Leonardo Gadelha, abriu sua palestra “Reforma da Previdência: mitos, riscos e oportunidades”, no seminário sobre política e economia que o Partido Social Cristão realizou em Manaus, nesta sexta-feira (26).

Membro da executiva do partido na Paraíba, Leonardo Gadelha afirmou que a discussão em torno da proposta passa, também, por questões morais. “Socialmente, aposentados que estão abaixo da linha da pobreza têm que ser assistidos pelo BPC, o programa de Benefício de Prestação Continuada”, ponderou.

Porém, ele lembrou que, somente em 2018, os gastos do governo federal com o BPC (R$ 56 bilhões) superaram os investimentos da União no país, que ficaram na casa de R$ 45 bilhões. “Moralmente, esse pagamento é justo. Por outro lado, o impacto nas finanças públicas é gigantesco”, advertiu.

Na avaliação de Gadelha, os pontos principais da reforma da Previdência que serão alvos de debates até a votação final da proposta são: fim da aposentadoria por tempo de contribuição; idade mínima para homens (65 anos), mulheres (62 anos), professores e trabalhadores rurais (60 anos); 12 anos de período de transição; 40 anos de contribuição para aposentadoria integral; e migração para um regime de capitalização.

Atualmente, o Regime Geral da Previdência Social possui cerca de 30 milhões de beneficiados, dos quais 680 mil são servidores públicos e 300 mil, militares.

Com a reforma, o governo federal planeja economizar aproximadamente R$ 1 trilhão em dez anos.

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