PSC consegue prazo maior para produtores de milho renegociarem dívida

Publicado: segunda-feira , 06 de fevereiro 2017 18:36
Autor: Assessoria André Moura

O líder do governo na Câmara dos Deputados, André Moura (PSC-SE) conseguiu, junto ao secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Refinetti Guardia, estender para este ano o prazo de renegociação de dívidas de operações de crédito rural de custeio para os produtores de milho em municípios atingidos pela seca.

A resolução 4554/2017, do Conselho Monetário Nacional (CMN), altera a resolução 4532, de 24 de novembro de 2016. A nova norma autoriza a renegociação de operações de crédito rural destinadas à cultura do milho, contratadas em 2016, com vencimento em 2017. Tal renegociação tem relação ao empréstimo que, anualmente, os agricultores solicitam aos bancos ligados ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Com os prejuízos da seca dos últimos anos, os produtores já não tinham como quitar o empréstimo. Esse novo prazo é o fôlego que os agricultores precisavam.

Site_Produtores_de_MilhoResponsável pela articulação no Ministério da Fazenda, Moura esclarece que a necessidade de um tempo maior para produtores rurais pagarem as parcelas era fundamental diante da calamidade, natural e financeira, que assola os agricultores sergipanos. “Conversamos com os técnicos e apresentamos as condições que os produtores estavam vivenciando. Eles entenderam que a culpa era da condição climática e que a alteração do prazo beneficiaria não somente aos homens do campo, mas também à capacidade de produção rural que gera dividendos para os estados e municípios”, afirma.

O superintendente regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe (Faese), Dênio Augusto Leite, afirma que os produtores não querem o perdão da dívida, mas o seu parcelamento. “Caso isso não acontecesse, dificilmente continuariam na atividade. Os poucos que permaneceriam, já estavam vendendo gado e se desfazendo de seus patrimônios para liquidarem o débito”, explica.

De acordo com Dênio, o prazo para o pagamento das operações de custeio permanece em até cinco anos e, para investimento ou custeio, a prorrogação será de um ano após o vencimento do contrato de financiamento e que os produtores terão até 30 de abril para procurar a instituição financeira com a qual fizeram o contrato. “Em Sergipe, cerca de dois mil produtores do milho dependiam dessa resolução e terão até o final de abril para formalizar a renegociação das operações. Aqueles que, porventura, tiverem qualquer dificuldade junto à instituição, poderão procurar a Federação que os auxiliaremos”.

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