Para o PSC, impeachment foi necessário para o Brasil seguir em frente

Publicado: quarta-feira , 31 de agosto 2016 18:05

Depois de 5 dias de argumentações e debates no Senado, sob comando do ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, por 61 votos a favor e 20 contra, a presidente Dilma Rousseff sofre impeachment e perde definitivamente o mandato nesta quarta-feira (31). Ainda nesta tarde, Michel Temer tomou posse como presidente efetivo em sessão solene do Congresso Nacional, no plenário do Senado.

Para o presidente do PSC, Pastor Everaldo, o país precisava seguir em frente e isso só seria possível com a aprovação do impeachment. “Não havia mais espaço pra governabilidade. Agora, com uma mudança de direção no governo, os milhões de desempregados poderão ter esperança na volta do crescimento econômico e retomada das vagas de emprego”, avaliou Everaldo.

A bancada do PSC no Senado, composta pelos senadores Pedro Chaves (MS) e Eduardo Amorim (SE), convencida da responsabilidade da presidente nos crimes apontados, votou pela cassação. “Espero que o Brasil encontre o caminho da reconciliação, do fortalecimento do pacto federativo, do crescimento econômico e social e da geração de emprego e renda”, disse Chaves, confiante no novo governo.

No Plenário da Câmara, o líder Marco Feliciano (PSC/SP) inicia sua fala sobre a votação no Senado com uma frase do ex-presidente americano Abraham Lincoln: “Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas as pessoas por todo o tempo.”Para Feliciano, o afastamento da presidente respeitou os princípios democráticos, visto que seguiu os trâmites constitucionais e cumpriu o desejo da população brasileira.

O líder do governo Michel Temer na Câmara, André Moura (SE), enfatizou que o governo de Temer é tão legítimo quanto foi o da Dilma. “Ambos foram eleitos com os mesmos votos, claro que agora entramos em uma nova fase, que precisamos aprovar matérias importantes e fundamentais para o futuro do país”, destacou Moura.

Direitos Políticos de Dilma Rousseff

A maioria dos senadores chegaram a conclusão de que a presidente cometeu crime de responsabilidade quando tomou empréstimos junto à instituição financeira controlada pela União e abriu créditos sem autorização do Congresso Nacional.

A votação do processo de impeachment, no entanto, foi desmembrada em duas questões: essa primeira, que decidiu o afastamento da presidente; e uma segunda para definir a perda dos direitos políticos de Dilma Rousseff, ficando ela inabilitada, ou não, por oito anos para o exercício de função pública. Quando a isso, o plenário do Senado optou pelo não, mantendo os direitos políticos.
Aryana Aragão
Ascom PSC Nacional

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