Para Flavinho, a defesa da vida plena e da família são valores inegociáveis

Convicto de seu trabalho, o deputado federal afirma que só busca se manter coerente e responsável com as suas bandeiras

Publicado: sexta-feira , 04 de maio 2018 13:23

Missionário da Canção Nova por quase 30 anos, cantor, evangelizador, escritor, apresentador de TV e radialista, foi nesse contexto que o deputado Flavinho descobriu sua vocação para a política. Convicto dessa vocação, lançou-se em uma candidatura vitoriosa como deputado federal e, hoje, com esse cenário político conturbado, o parlamentar diz que só busca se manter coerente e responsável com as suas bandeiras, a defesa da vida plena e Foto: Fernando Nunes Chaves da família, em especial.

Com uma vida tão cheia de atividades, o que o levou a buscar um partido político e se candidatar?
Eu entendo como uma missão que Deus colocou na minha vida, quando essa missão tocou meu coração, eu dei o passo de me colocar como candidato. Mesmo com tudo que fazia, sentia sempre um incômodo por acreditar que poderia fazer mais. Sempre me lembrava da passagem da Bíblia: fé sem obras é morta (Tiago 2:20), e quando decidi dar um passo em direção à vida pública, Deus confirmou que eu estava no caminho certo, com a vitória em 2014, sem nunca antes ter sido candidato.

E como você chegou ao PSC?
Estava decidido a buscar uma legenda mais alinhada com as minhas defesas – da vida plena, família tradicional, do bem comum e daquilo que a doutrina social da igreja nos demonstra ser o mais correto. Cheguei por meio do vereador Cláudio Castro (PSC/RJ), meu amigo, que me levou para conversar com o Pastor Everaldo (presidente nacional do PSC). Nessa conversa, coloquei na mesa a minha necessidade de independência no mandato, e não houve objeção. Na verdade, senti-me muito acolhido pelo PSC, principalmente quando li o estatuto da legenda.

O senhor poderia falar um pouco sobre o seu conceito de vida plena?
Jesus disse: “eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância (João 10:10)”, ou seja, de forma plena. Importa a vida da concepção até o fim da terceira idade. Sempre falo para os grupos pró-vida (contra o aborto) que recebo em meu gabinete: lutamos para que a criança nasça, mas não podemos esquecer que ela precisa também viver, e viver com dignidade. Aquela mãe que deixou de abortar precisa de dignidade para criar aquele filho. Precisamos olhar para a vida em todas as suas fases. A criança precisa de um lar decente, saúde, educação, mais tarde, do seu emprego e segurança para formar sua família. A defesa da vida plena não é apenas hastear uma bandeira contra o aborto.

O senhor também atua na defesa da família tradicional, em que consiste essa defesa?
Todas as outras células nascem a partir da célula mater, que é o núcleo da família, constituído por um homem e uma mulher. Pra mim, é quase que ilógico pensar em alguma coisa diferente disso como família. O que vai nascer a partir disso, aí é outra coisa. Eu mesmo fui criado pelos meus avós, então temos outros arranjos familiares. No contexto de uma dupla de homens ou de mulheres que adotarem uma criança e quiserem chamar esse conjunto de família, eles podem chamar, mas não querer que isso se sobreponha a célula mater. Não faz sentido mudar a Constituição por conta de uma agenda ideológica que não vem acompanhada de uma mudança antropológica. O que vemos são grupos ideológicos minoritários tentando impor – amparados por um grande incentivo financeiro – suas agendas para toda sociedade. Se grupos querem se chamar de família, não tem problema nenhum, conquanto que não queiram desconstituir toda engenharia social e a nossa Constituição.

O senhor é relator da comissão especial da Escola sem Partido, já tem um indicativo de como será o seu parecer?
Estão sendo analisados 8 projetos nesta comissão e ,como relator, percebo que há um problema seríssimo de doutrinação político-partidária nas escolas do país e isso está fazendo um mal terrível a todos os envolvidos na rotina escolar. Acho que, até o final de maio, a gente conclui o relatório

Outro assunto que se discute na Câmara é sobre a liberdade do ensino religioso nas escolas, o que o senhor acha disso?
Sou totalmente favorável. Primeiro, porque é constitucional. Na Constituição diz que o ensino religioso deve ser facultativo, mas também pode ser confessional, de acordo com decisão do STF em 2017 (STF declarou constitucional o ensino religioso confessional na rede pública de ensino brasileira), então ele pode ser católico, adventista… porém, facultativo na escola pública. O ensino religioso sempre existiu e foi sendo enfraquecimento pelos sucessivos governos de viés de esquerda que tivemos. É inadmissível em um país laico, de maioria cristã, essa resistência em se ter o ensino religioso nas escolas.

O senhor está otimistas em relação às eleições e à possibilidade de renovação do Congresso?
Eu estou otimista e pessimista. A realidade do nosso país nos mostra que a gente esquece muito rápido o que foi ruim quando recebemos uma coisa boa. Além disso, com a reestruturação feita pelas minirreformas da legislação eleitoral, fechou-se as portas para os candidatos novos. Ficou muito centrado em quem tem mandato e em quem tem dinheiro para bancar sua campanha sozinho. Ainda que seja uma grande liderança, com bastante popularidade, é complicado custear 45 dias de campanha. Então, particularmente, acho que a renovação será bem menor que em 2014. Por outro lado, fico otimista porque as coisas estão sendo colocadas de forma muito claras para a sociedade, então fica mais fácil de avaliar os candidatos, ainda, por todo esse contexto que estamos vivendo, quem entrar agora virá com muita vontade de fazer a diferença.

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