“País foi para o manicômio dos impostos”, diz Paulo Rabello

Pré-candidato do PSC à Presidência, economista defende reforma tributária e retomada do emprego como bandeiras

Publicado: quinta-feira , 24 de maio 2018 10:41

Nome do PSC para a disputa pela Presidência da República, o ex-presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Paulo Rabello esteve ontem em Goiânia cumprindo agenda de pré-campanha e falou ao POPULAR sobre seus projetos para o País. Economista, ele afirma que foi procurado pelo PSC depois de publicar o livro O Mito do Governo Grátis, em que discute crises financeiras e “pontos de virada” em 13 países.

“O pastor Everaldo, presidente do partido, se encantou pelas ideias que eu defendo no livro, cuja parte final poderia ser um esboço de um programa de virada do Brasil, e achou que eu poderia vir a dar uma contribuição”, explicou. Segundo ele, seu plano de governo está em fase de “retoques” e, inspirado no do ex-presidente Juscelino Kubitschek, também é dividido em 20 metas: “É o meu mentor. Nós arrumamos essa mensagem quantificável para que todos saibam o que pretendemos atingir em três grandes pilares: sociedade, economia e instituições.”

Entre os destaques estão, cita ele, a diminuição da carga tributária que, na sua opinião, precisa ser “simplificada e reduzida”. “São várias categorias tributárias, isso é uma estupidez. Só nesse País nosso, que foi para o manicômio dos impostos é que nós temos seis, sete categorias de tributos incidindo sobre uma latinha de ervilha, por exemplo”, criticou. “Além de aglutinar tributos e acabar com essa verdadeira selva de siglas, deixar só o tributo de renda, circulação e propriedade e estamos conversados. Isso vai funcionar muito bem, assim como a distribuição automática dos impostos, dar aos prefeitos e aos governadores a possibilidade de receber sua participação nos fundos sem que ele tenha de ir pedir ao governo federal.”

Sobre o governo de Michel Temer (MDB), de que participou, inicialmente como presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e depois no comando do BNDES, Paulo destacou: “Pelo lado positivo, teve a Lei das Estatais, esse primeiro passo para uma simplificação trabalhista. Houve também um esforço no sentido da desburocratização e também de retomada das obras de infraestrutura que estão paradas pelo Brasil inteiro”.

Ele, contudo, minimizou a inflação estável, dizendo que ela não significa a retomada do crescimento. “O que eu quero é ver a taxa ficar em 3% de inflação com o País bombando, 6%, 7% de crescimento, que é o que de fato interessa. Estamos brincando de aumentar taxas de juros há 25 anos, praticamente. O Brasil se esqueceu de crescer.”

Nesse ponto, ele destacou ainda a necessidade de combate ao desemprego: “Junto com a meta de tolerância zero em relação à violência no País, eu também colocaria a política de pleno emprego como sendo o centro das nossas atenções. Hoje, se a gente conseguir realmente devolver oportunidade de trabalho aos brasileiros, o resto eles fazem”, afirmou.

Conservadorismo

Questionado sobre as pautas conservadoras do seu partido em relação aos costumes, Paulo disse não se encontrar “de forma nenhuma desconfortável” com a pauta que, afirma, é baseada principalmente na defesa da “família como núcleo fundamental de uma sociedade”. “Não sei de nenhuma nação livre, democrática, que não esteja organizada em torno da família. O partido enfatiza a família tradicional, mas respeitando todos aqueles que têm uma opção diferenciada”, garantiu ele.

Paulo afirmou ainda que a lei brasileira “reconhece as relações homoafetivas, dá estabilidade para isso e está de bom tamanho”. “Quero deixar bem claro: respeito as decisões afetivas de cada um porque gostaria que respeitassem a minha também. Em uma sociedade democrática, qualquer pessoa adulta age como quiser, estamos mais preocupados com o Brasil que não produz, que é sobretaxado, em que há desemprego”, pontuou o economista.

Ele também comentou o fato de seu partido ser pequeno, dizendo que não desanima com seu desafio de se tornar mais conhecido. “Tenho larga experiência, conhecimento do Brasil, da geografia, dos recursos. Não vou ficar só do outro lado do balcão mandando plano de governo para os outros.”

Em Goiás, afirma, o partido era “incipiente”, mas sob o comando do pastor Eurípedes do Carmo (PSC), está crescendo. “Como ex-prefeito muito bem sucedido de Bela Vista de Goiás, ele tem uma experiência de governança pública invejável e nós com certeza vamos emplacar um ou dois deputados federais e vamos ter uma representação bastante digna na Assembleia Legislativa”, declarou.

Fonte: O Popular

PSC nas redes sociais

PSC
  Youtube
  Instagram

Cadastre-se e Acompanhe o dia a dia do PSC