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Por Everaldo Pereira, vice-presidente nacional do PSC

Esta é a nova ministra, Eleonora Menicucci de Oliveira, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, que tomou posse na sexta-feira (10), no Palácio do Planalto. Socióloga e professora, ela afirmou em entrevistas o seguinte: "O aborto, como sanitarista, tenho que dizer, ele é uma questão de saúde pública, não é uma questão ideológica. Como o crack, as drogas, a dengue, o HIV, todas as doenças infecto-contagiosas".
Levando-se em conta tais declarações antes da posse, a escolha parece-nos um grave equívoco e uma terrível afronta aos princípios de uma maioria esmagadora da população brasileira que é contra o aborto.
Tal atitude da presidente não condiz com o compromisso assumido por ela com os cristãos no que diz respeito ao tema do aborto. Fica até parecendo - e quero realmente crer que esteja longe de ser uma realidade - que trata-se de uma estratégia para driblar o acordo feito antes das eleições, pois já que não poderia fazer pessoalmente a defesa do aborto, nomeia e posiciona no ministério alguém mais afeito ao tema que defende esta prática vil.
Para ajudar você a se lembrar e entender melhor o que estou dizendo, transcrevo dois trechos de artigo publicado no blog do jornalista da Veja, Reinaldo Azevedo:
Sobre a presidente Dilma, ele relembra:
"Em outubro de 2010, na reta da eleição, a então candidata Dilma Rousseff enviou uma Carta Aberta aos evangélicos. No item 2, lia-se: "2. Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto". No item 3, estava escrito: "3. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País."
Sobre a ministra Eleonora, diz o jornalista:
"Esta senhora foi muito além do razoável. Andou revelando por aí, sem que lhe tenha sido perguntado, que tem uma filha lésbica, que ela própria se relacionou com homens e mulheres etc."
Você pode ler o artigo, na íntegra, aqui.
Assim, diante disso tudo, eu fico por aqui com a pergunta: sendo a maioria contra as posições da atual ministra, como ela terá condições de representar esta parte majoritária das mulheres que são contra o aborto no Brasil?
Veja o que diz uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, de 2009: 68% das mulheres são católicas, grande parte delas praticantes; 22,5% das mulheres brasileiras são evangélicas. Ou seja, mais de 90% são cristãs e 57% destas frequentam cultos religiosos.
A ministra e a presidente deveriam relembrar estes números da população feminina brasileira.
Fica o nosso registro e lamento.
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