“Livros didáticos trazem doutrinação política e religiosa”, diz palestrante na comissão da Escola sem Partido

Publicado: quarta-feira , 31 de maio 2017 19:34

Foto: Cleia Viana

A declaração foi do professor do ensino fundamental da rede pública municipal de Goiânia, Orley José, mestre em letras e linguística e doutorando em Ciências da Religião, palestrante da audiência pública realizada na comissão especial do Projeto de Lei da Escola sem Partido (7180/14). Para ele, os livros trazem uma visão positiva dos movimentos de esquerda em detrimento dos de direita, além de inserir religiões afrodescentes no currículo.

 

“Nas escolas hoje, você tem o apagamento da religiosidade cristã e a ressignificação de outras religiões, que não entram como religião, mas como cultura. O candomblé e a umbanda entram como elementos culturais trazidos da África. Já o budismo, hinduísmo, xintoísmo entram como técnicas terapêuticas e comportamentais”, alertou o professor.

Os deputados do PSC que acompanharam a sessão afirmaram que já haviam percebido esse movimento em torno da educação com base em doutrinar estudantes, por isso o amplo apoio ao Projeto Escola sem Partido, que pretende barrar a liberdade irrestrita de ensinar.

Para os deputados Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) e Marco Feliciano (PSC-SP), as informações trazidas não são novidade, pois “todo mundo sabe que a esquerda usa as escolas para doutrinar crianças e adolescentes”, Bolsonaro acrescenta, ainda, que “é preciso que a proposta seja aprovada com punições severas para os professores que não respeitarem os direitos dos alunos”.

Já o deputado Takayama (PSC-PR), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, conforma-se que o ensino religiosos cristão tenha sido excluído do currículo, mas acha inaceitável outras religiões que não representam a população brasileira sejam inseridas de forma camuflada nos currículos escolares.

“Somos uma sociedade formada por 85% de pessoas declaradamente cristã. Se o ensino religiosos cristão não está na base curricular, então não podemos admitir que entrem outras religiões como forma de cultura. Ainda, não permitiremos que questões de gênero continuem sendo ensinadas para crianças”, afirmou o deputado paranaense.

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