George Hilton chega ao PSC para fortalecer a bandeira do municipalismo

Membro das comissões de Minas e Energia e de Relações Exteriores, o deputado federal George Hilton (PSC/MG) está em seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados e defende que os investimentos devem ser feitos onde o povo vive, ou seja, nos municípios.

Publicado: terça-feira , 17 de abril 2018 9:45

O Deputado Federal George Hilton (PSC-MG) agora é 20! Confira a entrevista do nosso novo filiado.

Ao decidir mudar de legenda, o que fez o senhor optar pelo PSC?
Estou há 20 anos na política e sempre pautei meu trabalho em duas linhas ideológicas sintetizadas pelo PSC: o trabalho social aliado à doutrina cristã. Brasil ainda é muito desigual, e não adianta pensarmos em crescimento econômico sem olhar para o social. Estou muito feliz em poder me unir a um partido que defende princípios importantes, como a família,uma saúde e educação de qualidade, trabalha pelos idosos.

Pessoalmente, quais são suas bandeiras?
Sou uma pessoa muito ligada à área da educação, saúde e defensor do municipalismo . Nós avançamos muito nos últimos 20 anos na educação básica, mas ainda está muito aquém do que podemos fazer. Digo isso quando olhamos para países como Canadá e França, que federalizaram o ensino básico, tornando-o pauta da União. Hoje, o nosso Pacto Federativo delegou isso aos municípios e a União foca no ensino superior. Só que o modelo de ensino superior no Brasil privilegia os ricos. Quando um garoto de escola pública, lá do interior, sai pra fazer um vestibular na universidade pública, ele está em desvantagem, visto que o ensino superior é universal, pra todo mundo, mas o ensino básico é oferecido pelo município e varia de acordo com aquilo que cada município pode ofertar, enquanto mais pobre, menos recursos, menos investimentos. Eu vim da escola pública e sei a importância de fortalecermos esse setor.

Se o senhor pudesse destacar apenas uma de suas bandeiras, qual seria ela?
O municipalismo. A palavra de ordem, para mim, é focar no desenvolvimento regional e no municipalismo. Quando chego aqui para discutir temas nacionais ou federais, entendo que nenhum deles é tão importante quanto rediscutirmos o Pacto Federativo, porque tudo repercute na vida do cidadão, seja da cidade, seja da zona rural. Os investimentos devem ser feitos onde o povo vive e onde o povo vive é no município, não faz sentido concentrar todos os recursos na União.

Levando em consideração a defesa do municipalismo, qual proposta deveria ser trabalhada de forma urgente no Congresso para corrigir distorções do Pacto Federativo?
Nós aprovamos uma legislação que retira dos estados a cobrança do ICMS para exportação, a famosa Lei Kandir. O objetivo, na época, era fortalecer as exportações e trazer divisas para o Brasil. Nesses mais de 10 anos de vigência da Lei, no entanto, os estados mineradores e aqueles que trabalham com produtos in natura para exportação empobreceram porque a compensação que foi feita não atendeu. Eles não arrecadam, o estado deixa de passar parte desse dinheiro que era devido ao município, então temos municípios pobres com um passivo mineral enorme. Minha proposta é devolver aos municípios o direito de arrecadar seus impostos. Se isso não acontecer, daqui a pouco, teremos municípios ingovernáveis, pois ninguém vai querer assumir essa responsabilidade. Na verdade, já não quer.

Que tipo de Congresso o senhor espera fazer parte a partir de 2019?
Eu sonho com um Congresso que pratique aquilo que a Constituição nos faz jurar quando tomamos posse aqui. No nosso juramento, prometemos cumprir a Constituição Federal e representar, de maneira muito digna, os brasileiros que nos elegeram. É muito triste quando vemos algumas discussões aqui que colocam os interesses partidários (ou de grupos, ou de alguns segmentos) em detrimentos dos interesse da sociedade. Quando isso é feito, simplesmente, há uma quebra do nosso juramento. Nós perdemos grandes oportunidade de fazer reformas importantes com a participação da sociedade. Insistimos na inversão de fazer com que elas saiam daqui pra sociedade, pra base. Isso não é representatividade. Precisamos ter consciência de que vivemos em uma democracia representativa.

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