Famílias e igrejas têm papel fundamental na prevenção ao suicídio

Publicado: quarta-feira , 17 de maio 2017 10:37

Foto: Fernando Chaves

Palestrantes do seminário realizado para debater o jogo Baleia Azul destacaram que o papel das igrejas e da família faz toda diferença quando o assunto é suicídio e automutilação. Com a internet cada vez mais presente no dia a dia das crianças e adolescentes, parlamentares e palestrantes concordaram que é preciso medidas de segurança por parte do Estado, mas, principalmente, educar os filhos para a vida real.

Um dos requerentes da audiência, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), ao trazer um dado da Organização Mundial de Saúde de 2012 sobre suicídios, questionou se os pais não estão errando no tratamento dos filhos nos últimos anos, se não há muito excesso ou falta no modelo de criação. “Dados da OMS apontam que 800 mil pessoas cometeram suicídio em 2012. Isso é absurdo! O suicídio mata mais do que guerras, mata mais do que violência urbana. Existe alguma coisa destemperada no meio da sociedade que nós não estamos conseguindo ver”, salientou o parlamentar.

Foto: Fernando Chaves

Para a psicóloga Marisa Lobo, além de mostrar que esse tema é uma preocupação que permeia ações de diversas igrejas, com resultados bastante positivos, trouxe também um alerta: “pais, seus filhos devem ser sua prioridade”. “As redes sociais possibilita estarmos presentes na vida dos nossos filhos, mas, quando chegamos em casa, eles precisam de atenção de verdade. Ou você resolve que seu filho é uma prioridade, ou não tenha filhos, se a intenção for deixá-los jogados”, orientou a psicóloga.

Depois de todos os debates, o deputado Marco Feliciano concluiu que a sociedade foi adoecida pelo excesso de proteção e falta de valores. Para o parlamentar, muitos pais querem que as escolas eduquem e ensinem seus filhos. “A referência dos filhos são os pais. A família educa e o professor ensina, mas quando não temos isso, criamos esse colapso, onde gatilhos podem acionar o pior do ser humano”.

Representantes do Google, Facebook, Safernet Brasil, Comitê Gestor da Internet no Brasil, Polícia Federal, terapeutas e psicólogos e profissionais que trabalham com prevenção ao suicídio. O seminário foi realizado em conjunto com as comissões de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática; Legislação Participativa; Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e Seguridade Social e Família.

 

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