Dilma pagou aos bancos públicos R$ 6 bilhões só de juros das pedaladas fiscais, afirma procurador do TCU a Amorim

Publicado: quinta-feira , 25 de agosto 2016 18:40

Na sessão que julga o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado, o senador do PSC Eduardo Amorim (SE) questionou o procurador do TCU (Tribunal de Contas da União) e testemunha de acusação de Dilma, Júlio Marcelo de Oliveira, sobre os valores gastos nas pedaladas fiscais em 2015. De acordo com Oliveira, somente de juros, a petista pagou R$ 6 bilhões aos bancos públicos. Amorim, que foi o único sergipano a fazer questionamentos no primeiro dia da fase final do julgamento, lembrou ainda que é crime de responsabilidade ordenar autorizar abertura de crédito sem fundamento na lei.

“Se qualquer brasileiro utiliza o limite do seu cheque especial seguramente vai pagar uma taxa elevadíssima de juros, quase na casa dos 300% ao ano. Eu pago ao Banco do Brasil 282% ao ano e imagino que na Caixa Econômica seja similar. As práticas das pedaladas fiscais tornou-se um costume contra a lei, e de tanto reiteradas, na verdade configuram verdadeiras ciclovia fiscal. Por isso, lhe pergunto: qual o valor aproximado dessas pedaladas, sobretudo no ano de 2015, que estamos aqui julgando?”, questionou o senador.

Para o procurador, sem dúvida as pedaladas fiscais deixam um custo adicional em juros, que o governo teve que arcar perante os bancos públicos, até para manter a saúde desses bancos. Segundo ele, em 2015, o saldo negativo do tesouro perante o Banco do Brasil chegou a 13,5 bilhões. No BNDES, o número se aproximava de R$ 18 bilhões. “Em 2015, foram pagos ao final do exercício ao Banco do Brasil e ao BNDES R$ 6 bilhões em juros. Esse é o custo fiscal dessa ilegalidade fiscal”, respondeu Marcelo ao senador Eduardo Amorim.

Na próxima segunda-feira (29), Dilma Rousseff irá ao Senado fazer sua defesa.

Priscilla Torres
ASCOM PSC Nacional

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