Comissão de Educação realiza audiência para tratar da influência dos jogos eletrônicos no comportamento das crianças

Publicado: quarta-feira , 29 de maio 2019 15:44

(Foto: Fernando Chaves/PSC Nacional)

Durante a audiência, convocada pelo deputado Otoni de Paula, do PSC do Rio de Janeiro, os participantes concordaram que os jogos eletrônicos violentos não são fator determinante para casos de violência e depressão, mas admitiram que podem agravar uma tendência ou influenciar comportamentos – principalmente dos jovens, que não têm o córtex cerebral completamente formado.

O doutor em Fisioterapeuta e em Bioquímica Médica e neurocientista Renato de Paulo foi além e defendeu os jogos eletrônicos, que são usados para tratar doenças psicológicas como fobias e na recuperação de pacientes e no desenvolvimento psicomotor, mas citou pesquisa publicada pela revista científica PNAS, em que cientistas dos Estados Unidos avaliaram 24 estudos com mais de 17 mil pessoas entre 9 e 19 anos de idade em todo o mundo sobre a exposição à violência em videogames e casos de agressão. Os pesquisadores descobriram que os jogos estavam relacionados ao aumento nos comportamentos agressivos. Mas, segundo ele, o problema pode não ser apenas dos jogos.

“Infelizmente, nós estamos tendo a intoxicação, pelos pais, dos bebês, que são entretidos por tablets, por excesso de interação desde o início, que criam os jovens e adolescentes habituados com uma tela na frente do computador. Criança não precisa de entretenimento. Precisa de atenção.”

De acordo com o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ), a comissão deve propor ao Poder Executivo a realização de uma campanha de conscientização e esclarecimentos em relação a jogos eletrônicos e a criação, pelo Ministério da Família, de núcleos de debates sobre o assunto em todo o país.

“A classificação indicativa desses jogos eletrônicos não tem sido suficiente. A conclusão que a gente chega é que não adianta proibir. Não adianta o Estado interferir. É necessário que a gente crie uma cultura, assim como conseguimos criar uma cultura anti-tabagista.”

O diretor de Promoção e Fortalecimento dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Washington Horta de Sá, apoia a indicação. Ele defende que os jogos eletrônicos, a exemplo dos cigarros, deveriam ser vendidos com advertência sobre danos.

Com informações da Agência Câmara

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