Comissão de Defesa da Pessoa Idosa debate reajustes abusivos dos planos de saúde

Publicado: sexta-feira , 28 de abril 2017 17:22
Foto: Fernando Chaves

Foto: Fernando Chaves

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa convidou representantes do Conselho Nacional de Saúde, da Federação Nacional de Saúde Suplementar e do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor para discutir a relação entre os Planos de Saúde e a crescente população que envelhece no Brasil.

O presidente do colegiado, Gilberto Nascimento (PSC-SP) solicitou a audiência para buscar uma solução em relação aos idosos, que quando têm sua renda reduzida pela aposentadoria, deparam-se com reajustes exorbitantes do plano de saúde. “Não podemos aceitar que as pessoas cheguem a terceira idade perdendo a condição de manter seu plano”, protestou.

De acordo com José Cechin, da Federação Nacional de Saúde Suplementar, hoje, já é possível aderir a algum programa de promoção e prevenção à saúde e receber descontos no plano de saúde. “Queremos que nossos beneficiários sejam saudáveis e metade da responsabilidade para uma vida assim é do próprio indivíduo, mantendo hábitos de vida saudáveis”, informou.

Sobre a diferença de valores entre os planos de saúde coletivos – quando a pessoa está empregada – e individuais, Ana Carolina Navarrete, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, explicou que os individuais têm uma diferença maior apenas na contratação, depois os reajustes ao longo do tempo são menores que dos coletivos. Ela defendeu que os individuais são mais seguros, pois garantem maior previsibilidade de valores.

O modelo do Sistema Único de Saúde (SUS) foi defendido por Geraldo Adão Santos, coordenador adjunto da comissão Intersetorial de atenção à Saúde nos Ciclos de Vida (Criança, Adolescente, Adulto e Idoso) do Conselho Nacional de Saúde. Para ele, o grande entrave do sistema é falta de profissionais e dificuldade em contratá-los.

Adão sugere que todo estudante de universidade pública deveria trabalhar, por pelo menos 1 ano, no setor público. “Seria de forma remunerada, com direito a uma pós-graduação em saúde pública e podendo escolher o local para trabalhar”, explicou. No caso de comunidades carentes e longínquas, defendeu a criação de condições especiais para estimular o profissional querer ir até lá.

Gilberto Nascimento avaliou que a audiência foi importante e o próximo passo é se debruçar sobre as informações apresentadas para encontrar uma solução para o setor. “O que não pode são nossos idosos desamparados em termos de saúde”, destacou o parlamentar.

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