Brasil perde o grau de investimento: como isso afeta as nossas vidas?

Publicado: quinta-feira , 10 de dezembro 2015 14:09

Deputado Marcos Reátegui analisa as consequências do rebaixamento da nota do Brasil.

Desde a noite de ontem, os meios de comunicação nos bombardeiam com notícias sobre a retirada do grau de investimento do Brasil, anunciada pela agência Standard & Poor’s. Mas o que isso quer dizer exatamente? Mais importante: em que isso afeta as nossas vidas, o nosso cotidiano?

Não quero me alongar em aspectos técnicos, mas, resumidamente, pode-se dizer que a classificação de risco é um mecanismo adotado pelo mercado financeiro para avaliar a conjuntura político-econômica dos países e apontar, com isso, quais seriam os destinos mais seguros para os investidores internacionais.

A decisão da Standard & Poor’s, de rebaixar a nota brasileira para o chamado grau especulativo é, sem dúvida, muito ruim. Com ela, a agência basicamente afirma que “houve um aumento elevado do risco para a política de correção fiscal em andamento” e que, em razão disso, os analistas têm “menos convicção na política fiscal” do governo.

Em outras palavras, a agência deixa de recomendar o Brasil como um destino seguro e confiável para investimentos, o que é muito ruim para o nosso país. Neste momento de crise, em que o fomento da atividade produtiva é fundamental para impulsionar a retomada do crescimento, receber uma recomendação negativa não ajuda.

Mas não podemos analisar a decisão da agência pelo viés errado e brigar com o mensageiro. É preciso, com urgência, entender a mensagem e adotar medidas concretas e firmes para enfrentar os problemas que paralisam nossa economia.

Há algum tempo apresentei sugestões concretas sobre como enfrentar a crise, inclusive com a adoção de medidas que viriam ao encontro dos anseios da sociedade (como a redução de ministérios e o corte nas despesas de custeio). Infelizmente alguns setores insistem no caminho de penalizar os trabalhadores e os mais pobres, propondo, inclusive, o aumento de impostos.

Quero reiterar que o meu mandato continuará firme no sentido de impedir que, mais uma vez, as classes média e baixa do país sejam as mais oneradas. Não foi o povo brasileiro que causou essa crise e não é justo, portanto, que pague por ela sozinho.

Marcos Reátegui é delegado de polícia federal de carreira e atualmente deputado federal pelo PSC do Amapá.

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