Aumento de idosos no país torna reforma da Previdência urgente, diz presidente do INSS

Publicado: quarta-feira , 22 de fevereiro 2017 11:37
Autor: Aryana Aragão/Ascom PSC Nacional
Foto: Fernando Chaves/PSC Nacional

O presidente do INSS, Leonardo Gadelha.

O presidente do INSS, Leonardo Gadelha (PSC-PB), reafirmou nesta terça-feira, em Brasília, a urgência da reforma da Previdência. “A população de idosos no Brasil deve triplicar nos próximos 30 anos e o país precisa se preparar para isso”, declarou Gadelha, citando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Gadelha participou de audiência pública no colegiado da Câmara a convite da Comissão Especial da Reforma da Previdência.

Os desafios da matéria previdenciária a serem enfrentados pelos legisladores e pelo INSS não são exclusividade do Brasil. Na visão de Gadelha, muitos países estão passando pelas mesmas mudanças de perfil demográfico e estudam formas de adequar a Previdência a essa nova realidade. O presidente do Instituto afirma que algumas mudanças importantes já estão ocorrendo, como a equalização das regras do setor públicos às do setor privado. “Desde 2012, o teto dos servidores públicos é o mesmo teto de um celetista, mas essas regras devem se intensificar e novas propostas estão surgindo para essa convergência”, explicou.

Ainda, com as simplificações no sistema de recolhimento das contribuições, Gadelha demonstrou que sempre existiu por parte do governo um esforço em incluir cada vez mais pessoas no regime da Previdência, tirando-as da informalidade. Isto, segundo ele, é um dos focos do INSS. Nos últimos dois anos foi crescente a adesão de três categorias antes afastadas: microempreendedores, plano simplificado de previdência social e donas de casa.

Para atrair essas categorias, o INSS aliou estratégias gerenciais à tecnologia, caso da criação de uma central eletrônica para prestar informações ao cidadão. Essa foi a forma encontrada para combater o que Gadelha chama de “ação de usurpadores” – gente que se utiliza da falta de informação dos contribuintes para fraudar o sistema.

Já o INSS digital possibilitou a realização de operações, antes presenciais, por meio eletrônico. Outras novas ferramentas são: o sistema de prevenção a fraudes e proteção de dados, a capacitação e reabilitação profissional, o fortalecimento das instâncias de recurso ao INSS e parcerias com outras instituições.

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