Águas do Rio São Francisco chegam a PB e 187 cidades saem da situação de calamidade

Publicado: quinta-feira , 02 de março 2017 9:15

renato 1O deputado estadual Renato Gadelha (PSC-PB) tem acompanhado de perto o cumprimento do cronograma de chegada das águas do Rio São Francisco. A previsão é que as águas toquem o solo paraibano no dia 6 de março, na cidade de Monteiro. A trajetória política da família Gadelha está relacionada ao projeto de transposição do Rio São Francisco, projeto que, contando todas as interrupções e polêmicas, está há mais de duas décadas na agenda do país.

“Temos informações de que os prazos estão sendo cumpridos e a previsão de que as águas cheguem à Paraíba em março está mantida”, afirma Renato. E ele garante que estará presente na cidade. “Estarei lá pessoalmente para testemunhar este momento histórico. Acompanhei de perto boa parte da história dessa obra, bandeira de luta do ex-senador Marcondes Gadelha. É um sonho que se realiza”, diz.

O ex-senador Marcondes Gadelha começou a luta pela transposição em 1992, há 24 anos. “Foi uma guerra mais emocional do que racional”, resume o político, hoje representado na vida pública pelo irmão, Renato, e pelo filho, Leonardo, presidente do INSS. A resistência ao projeto veio dos Estados doadores (MG, BA, AL e SE) e de ecologistas.

O fato é que, a partir da chegada da água, a população da cidade de Campina Grande (a 132 km de João Pessoa) vai deixar de sofrer com um racionamento de cinco dias por semana, em média. “A Paraíba tem hoje 187 municípios em situação de calamidade por falta de água”, resume o ex-senador. Segundo o senador, a estiagem severa é a responsável pelo processo migratório acentuado da população do estado.

Presença

Renato Gadelha espera que os paraibanos estejam em Monteiro para acompanhá-lo e dar as boas-vindas às águas do São Francisco. “Convoco os paraibanos a presenciarem este acontecimento que será, sem dúvida, o renascimento da Paraíba. Vamos nos libertar da seca que há muito nos maltrata”, comenta Gadelha.

O deputado lembra que a transposição é a solução para a escassez hídrica do Nordeste. “Só com a integração de bacias do São Francisco, teremos água suficiente e poderemos garantir mais qualidade de vida à nossa gente”, afirma.

Renato Gadelha também chama a atenção para o problema específico de Campina Grande. A cidade enfrenta uma das maiores estiagens de todos os tempos e já convive com um racionamento severo há meses. “A única saída para o abastecimento de Campina é a Transposição. Boqueirão não recebe água suficiente há alguns anos e não houve um plano B. Como não choveu, precisamos do São Francisco”, diz Gadelha. Segundo informações do Ministério da Integração, depois de chegar à Monteiro, as águas levarão em torno de 45 dias até chegar em Boqueirão.

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