“A esperança renasceu para o Rio de Janeiro”, afirma Wilson Witzel, eleito governador

Candidato do PSC foi eleito com 59,87% dos votos válidos e irá governar uma das maiores cidades do Brasil.

Publicado: segunda-feira , 29 de outubro 2018 12:17

Estreante na política, Wilson Witzel começou sua corrida ao Palácio Guanabara em março deste ano, quando pediu exoneração do cargo de juiz federal para filiar-se ao PSC e oferecer seu nome para as eleições deste ano.

As urnas mostram que a decisão tomada, mesmo que a arriscada, deu certo. Witzel manteve a força que o levou ao primeiro lugar no primeiro turno e teve 4.675.355 votos neste domingo (28) e é o novo governador do Rio de Janeiro.

O governador eleito é casado com Helena Witzel e tem quatro filhos. Aos 50 anos, o paulista de Jundiaí nunca havia concorrido a cargos políticos. É advogado e foi fuzileiro naval e juiz federal, cargo que exerceu por 17 anos.

Wilson José Witzel nasceu em 1968 em Jundiaí (SP). Estudou Agrimensura na Escola Técnica Estadual Vasco Antonio Venchiarutti, trabalhou como topógrafo na construção de estradas em São Paulo. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos 19 anos após concluir o curso de formação de oficiais da Marinha do Brasil.

Foi 2º tenente de artilharia do Corpo de Fuzileiros Navais, servidor do município no Previ Rio e também defensor público do Estado. Em 2001, ingressou na magistratura. De 2014 a 2016, também exerceu o cargo de presidente da Associação dos Juízes Federais do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Ajuferjes).

Após 17 anos atuando em varas cíveis e criminais, foi juiz titular da 6ª Vara Federal Cível até 2 de março de 2018, quando pediu exoneração para se filiar ao Partido Social Cristão (PSC).

Witzel deixou em março a magistratura e um salário bruto de R$ 29 mil. Centrou sua campanha em dois pilares: o combate à corrupção e à criminalidade, num Estado que tem um ex-governador (Sérgio Cabral Filho, do MDB) preso e condenado a mais de cem anos de prisão acusado de chefiar um esquema de corrupção, e que há décadas vem mergulhado na violência urbana.

Com o slogan “mudando o Rio com juízo”, defende uma força-tarefa contra o narcotráfico e as milícias, sob a lógica que norteou a Polícia Federal na Lava Jato, de rastreamento do dinheiro lavado e de monitoramento telefônico, além de um endurecimento contra traficantes. Para ele, quem estiver portando fuzil num eventual governo seu será “abatido”, por representar um “risco iminente”.

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