23/02/08
O legado a ser escrito
Texto: Daniel Lemos
Daniel Lemos: Presidente do PSC Jovem do Distrito Federal
Político da Liderança do partido na Câmara dos Deputados
Assessor de Plenário
Valorizar o ser humano como agente transformador da sociedade sempre foi o ideal do PSC. Ao longo dos seus vários anos de história, esse partido esteve pautado pelos problemas sociais do Brasil e como ajudar a resolvê-los, tendo como foco os ensinamentos cristãos. O revigorar dos nossos ideais e a esperança que nunca nos faltou tornam nosso desejo de crescimento com qualidade um sonho possível de se ver na prática. Em uma matéria do jornal Correio Braziliense, de 29/11/2007, intitulada “Nanicos crescem de olho em 2008”, o PSC, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, saltou de 210.356 eleitores para 253.807. Um crescimento de 20,66% em três meses, pois, em julho de 2007, tivemos uma convenção que lançou o desafio do crescimento com qualidade para o PSC, Campanha de 1 Milhão de filiados. Nesse embalo, não podemos deixar de ressaltar a importância de dois segmentos dentro do partido: o PSC Mulher e o PSC Jovem, convocados para integrar as fileiras dessa combativa agremiação política, primando em seguir o novo slogan: “PSC – O Ser Humano em Primeiro Lugar”.
O PSC Jovem tem um papel importante neste processo. O futuro do nosso país depende de como prepararemos nossos futuros gestores. Hoje, um dos grandes problemas que o Brasil enfrenta é a ausência de políticas públicas que atendam nossa juventude e que criem, nesses novos cidadãos, uma expectativa de vida melhor. Um recente trabalho realizado pela Unicef, pelo Instituto Ayrton Senna e pela Fundação Itaú Social revela dados alarmantes sobre o que pensa a juventude brasileira. Refiro-me a uma pesquisa de opinião sobre as preocupações e os anseios da juventude. Os entrevistados responderam espontaneamente três pontos: maior orgulho do Brasil, maior vergonha do Brasil e fator que mais causa os problemas sociais no Brasil. Destaque para os dois últimos pontos da pesquisa, sendo que, para 20% dos entrevistados, a maior vergonha do Brasil são a segurança pública e a corrupção política; e o fator que mais causa os problemas sociais no Brasil seria, para 27% dos entrevistados, a corrupção política; para 17%, a discriminação racial; para 15%, a falta de segurança; e, para 11%, a situação instável dos empregos.
Ante as citações, é possível destacar ainda outros dados da pesquisa que foi apresentada na reunião do Conselho Nacional da Juventude, no Palácio do Planalto, neste último dia 28. Para 55% dos entrevistados, a participação política é uma boa opção, sendo que 52 % acham que, se envolvendo com a política, o jovem pode melhorar o rumo do país. E aqui entramos nós, agentes políticos que precisamos catalisar essa parcela da sociedade, de forma a incentivá-la e promover seus anseios junto ao poderes constituídos, para que a chama dessa força não diminua e nem se apague. O espírito crítico desses jovens, que representam vários grupos sociais, econômicos e culturais, não pode ser desconsiderado, pois essa juventude é mais atenta ao que acontece no país, possui em suas mãos capacidade de melhorar os aspectos que julgam negativos, é mais politizada e empreendedora.
Diante disso, certamente concluímos que “o que pensa a juventude” deve ser o norte do trabalho do PSC Jovem e de todo nosso partido. Conquistar a sua confiança, ocupar os espaços necessários a esse trabalho e propor soluções são algumas das ações que devem permear nossos trabalhos. Já temos o terreno, precisamos agora prepará-lo para plantar, para, no futuro, colhermos bons frutos. O PSC conta com dois representantes jovens na Câmara dos Deputados, Filipe Pereira (PSC – RJ) e Ratinho Júnior (PSC-PR), e, junto com eles, precisamos mobilizar tantos outros jovens que em todo o Brasil desejam, ao lado do PSC Jovem, promover essas mudanças sociais. Precisamos estar preparados, pois o ano de 2008 será importante não só para as eleições municipais, mas também porque neste ano será realizada a 1º Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, e o PSC, não poderá ficar de fora desse debate. Com sabedoria e diligência, avante, pois o nosso legado começa agora a ser escrito junto ao país.